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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

João Matos se reúne com Temer em Brasília

O deputado João Matos  se reuniu, nesta tarde de terça-feira (09), com o vice-presidente da República eleito,  Michel Temer, com o objetivo de abrir um canal de comunicação entre Temer e Eduardo Pinho Moreira. A iniciativa  de Matos tem um propósito: a reaglutinação do PMDB em Santa Catarina. Segundo o parlamentar catarinense,  a união do Partido passa, entre outras medidas,  pela recondução de Pinho Moreira à presidência do PMDB, no Estado. Em contato com Pinho Moreira, que encontra-se nos Estados Unidos,  Matos combinou uma conversa com o vice-governador eleito na próxima quinta-feira. Depois, Matos  retorna a Brasília para uma nova audiência com Michel Temer para tratar do assunto.

Em relação a cargos federais no Governo Dilma, João Matos  assinalou  que comunicou a Michel Temer, que o PMDB de Santa Catarina fará todas as articulações necessárias para ocupação de espaços em Brasília e Santa Catarina.

Por Fernando Isoppo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Peemedebistas comemoram resultados da eleição presidencial


Os coordenadores regionais do PMDB, da campanha pró-Dilma/Michel, participaram, também nesta segunda-feira (8), a convite do presidente estadual da sigla, deputado João Matos, e do vice, ex-governador Paulo Afonso, de um almoço de confraternização na Capital. O objetivo do encontro foi o de agradecer o empenho dos companheiros na eleição presidencial.

“A vitória de Dilma Rousseff e de Michel Temer é uma vitória de todos nós, que seguindo os princípios de disciplina e fidelidade partidária trabalhamos pela conquista dos votos para a coligação que tinha um peemedebista como candidato a vice”, ressaltou João Matos.

Além dos coordenadores, também estiveram presentes os parlamentares Renato Hinnig e Rogério Peninha Mendonça; e o deputado estadual eleito, Aldo Schneider.

O presidente João Matos, justificou a ausência do prefeito da Capital, Dário Berger, e do deputado federal, Celso Maldaner, que por motivos de força maior não puderam participar do almoço.
Assessoria de Imprensa do PMDB/SC

Executiva do PMDB avalia ações pós-eleições e discute encaminhamentos

Eleições 2012 já estão na pauta do partido

 
A executiva estadual do PMDB esteve reunida na manhã desta segunda-feira (8), na sede do partido, para fazer avaliações dos resultados alcançados nas eleições de outubro; discutir encaminhamentos partidários para a participação nos governos estadual e federal; e tratar de propostas visando às eleições municipais de 2012.

O presidente da sigla no estado, deputado federal João Matos, fez um relato aos companheiros de partido sobre a condução do processo partidário durante a campanha eleitoral, destacando que para os encaminhamentos pós-eleição manterá a política de coerência e disciplina partidária, priorizando o diálogo entre os peemedebistas e os partidos aliados. “Queremos facilitar e dar a contribuição necessária para que as coisas se encaminhem da forma mais normal possível”, enfatizou.

João Matos, também, destacou que o PMDB foi coerente com as decisões obtidas nas convenções estadual e nacional, fato que propiciou resultados positivos nas urnas. A partir de agora, segundo o presidente, os trabalhos estão focados na construção participativa dos governos estadual e federal, dos quais o PMDB faz parte; e na motivação e mobilização para as próximas eleições de 2012.

Matos, explicou que já esteve reunido com o vice-governador eleito, Eduardo Moreira, e que novos encontros serão programados para que o partido esteja integrado ao processo de transição de governo e nomeação de cargos. O PMDB deve montar uma comissão nos próximos dias, que estará envolvida nessas questões. Uma nova reunião da executiva será marcada para definições.

Na mesma linha, o vice-presidente da executiva, ex-governador Paulo Afonso Vieira, ressaltou que o PMDB, além de acompanhar e participar da nomeação de cargos, também, quer contribuir para a estruturação do governo estadual.

Sobre o governo federal, João Matos afirmou que já esteve com o vice-presidente eleito Michel Temer. “A eleição ocorreu faz uma semana e ainda não tratamos de espaços no governo, porém, certamente no momento oportuno seremos chamados para discutir em conjunto a situação de Santa Catarina”, disse.

Os peemedebistas presentes na reunião cumprimentaram o presidente de honra do partido, ex-senador Casildo Maldaner, pelo importante trabalho desenvolvido na campanha estadual e o merecido retorno ao Senado, a partir do próximo ano quando assumirá a cadeira do senador e governador eleito, Raimundo Colombo.

Eleições 2012 - Visando as eleições de 2012, Casildo propôs o início de uma nova jornada, ao exemplo da Jornada da Unidade realizada em 2000 – maior mobilização partidária em período não eleitoral -, para mobilizar e motivar o partido rumo a novas vitórias.

O secretário Geral do PMDB e presidente estadual da Fundação Ulysses Guimarães, deputado estadual Renato Hinnig, ficou responsável por apresentar nos próximos dias uma estratégia de ação, integrando, também, as atividades dos cursos de formação política da FUG, para a construção efetiva dos planos municipais de governo. “ Queremos construir bases sólidas para que em 2012 o PMDB continue sendo o maior partido de Santa Catarina”, afirmou.

Também presentes, os deputados estaduais Antônio Aguiar e Carlos Chiodini; o deputado eleito, Aldo Schneider; a presidente da Cohab, Maria Darci Mota; o tesoureiro do PMDB, Paulo Meller; a assessoria jurídica da sigla; entre outros.

Assessoria de Imprensa do PMDB/SC

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Diretório estadual do PMDB divulga nota de agradecimento

O presidente estadual do PMDB, deputado João Matos, e o vice, ex-governador Paulo Afonso, divulgaram na tarde desta segunda-feira (1º/11), nota de agradecimento aos companheiros peemedebistas, pelo empenho e esforço para a vitória de Dilma Rousseff e Michel Temer à Presidência da República. Os dirigentes lembraram que a dedicação dos peemedebistas, também, garantiu a vitória, no primeiro turno, de Raimundo Colombo e Eduardo Moreira, candidatos a governador e vice.

Segue a nota:

Fizemos história: elegemos Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil. Nossa alegria é ainda maior porque o PMDB, com Michel Temer, obteve o cargo de vice-presidente da República, através do voto direto, fato também sem precedentes. Prestamos uma contribuição importante para torná-los vencedores. Como dirigentes do maior partido de Santa Catarina, agradecemos e parabenizamos a todos os peemedebistas que, fiéis à decisão da convenção nacional, não mediram esforços para garantir a vitória da chapa Dilma-Temer neste 31 de outubro.

O sucesso alcançado neste domingo coroa o êxito conquistado no primeiro turno, quando elegemos o governador Raimundo Colombo, o vice Eduardo Pinho Moreira, o senador Luiz Henrique da Silveira, cinco deputados federais e 10 estaduais.


Viva o PMDB!

Saudações peemedebistas,
Deputado Federal João Matos
Presidente do PMDB-SC

Ex-governador Paulo Afonso Vieira
Vice- presidente do PMDB-SC

Temer agradece o apoio dos peemedebistas

O vice-presidente da República eleito, Michel Temer, faz um agradecimento especial a todos os peemedebistas que se empenharam para a vitória deste 31 de outubro. Leia a íntegra da mensagem:

Companheiros e companheiras!

Agradeço às milhares de pessoas que, de forma espontânea e com intensidade, nos ajudaram nesta campanha vitoriosa.

O País vive um dos melhores momentos de sua história, com as instituições democráticas vivendo a plenitude democrática.

O povo escolheu seu futuro pelo voto e decidiu quem vai comandar a nação brasileira. A escolhida foi Dilma Rousseff. Ela para presidir o Brasil e terá a mim como seu vice-presidente sempre pronto a auxiliar naquilo que for preciso.

É imensa a confiança depositada em nós para uma missão tão desafiadora e tão empolgante que é estar à frente de um projeto de consolidar o Brasil como uma grande nação no cenário mundial.

Nos últimos meses realizamos grande trabal ho de apoio à candidatura. Projeto que envolveu milhares de pessoas em todo o país e uniu esforços de todos peemedebistas. Governadores, senadores, deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores, militantes, os núcleos do PMDB Sindical, Juventude, Mulher, Afro e Socio-ambiental, enfim, todos militantes deste partido de lutas se uniram como nunca nesta eleição. Pessoas comprometidas em consolidar as bases para construir um país realmente desenvolvido e com justiça social.

Em todos os cantos e recantos do país foram agitadas as bandeiras da continuidade e aperfeiçoamento de um projeto aprovado pela população. Projeto que já vínhamos apoiando no Congresso.

Muito obrigado a todos que se uniram a nós nesta caminhada. Gente que trabalhou, direta ou indiretamente, nessa campanha!

Foi a união de esforços que nos trouxe à vitória. Pela primeira vez, o PMDB, que fez a redemocratização do Brasil, vence uma eleição direta par a presidente estando na chapa que disputou a Presidência da República. Essa vitória e de todos nós brasileiros que acreditamos num futuro melhor. Essa vitória e de todos peemedebistas que acreditam na democracia e nos valores mais nobres da política.


Muito obrigado

Michel Temer
Presidente Nacional do PMDB

Brasil tem a primeira mulher presidente: Dilma Rousseff

O Brasil elegeu hoje, 31 de outubro de 2010, a primeira mulher presidente da República. Com 92% das urnas apuradas, Dilma Rousseff é considerada vitoriosa com 55,3% dos votos válidos. Seu adversário do PSDB, José Serra, tem, até o momento, 44,6%.

Os brasileiros foram às urnas no domingo que antecede o feriado de 2 de Novembro com a convicção de que o projeto iniciado pelo governo Lula em 2003 será aprofundado e aprimorado por Dilma. Ainda hoje, a presidente eleita deve fazer um pronunciamento no hotel em Brasília onde acompanha a apuração dos votos com seus aliados.

O compromisso é fazer um governo de união. “Se eu for eleita, amanhã se inicia uma nova etapa na democracia brasileira. Tenho o compromisso democrático de governar para todos os brasileiros com a coligação que me trouxe até aqui", disse na última entrevista concedida como candidata, antes de votar, em Porto Alegre.

Aliados - Reunidos num hotel em Brasília para acompanhar a apuração dos votos, aliados da candidata Dilma Rousseff traçaram o caminho que deve ser seguido pelo novo governo. Mais do que a continuidade, Dilma vai imprimir seu estilo no governo que vai aprimorar os programas sociais e garantir o crescimento econômico.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, Dilma vai cumprir a meta de erradicação da miséria e manter a integração entre crescimento econômico e inclusão social. “O governo Dilma vai ser um outro governo. Ela vai dar seu tom e estilo, e aprofundar o que governo Lula começou. O Brasil pode e tem que erradicar a miséria. E a integração entre crescimento e divisão da riqueza vai ser a marca do governo da presidenta Dilma Rousseff”, acrescentou Temporão.

Na mesma linha, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não prevê um governo idêntico ao de Lula, mas aposta que Dilma Rousseff vai continuar com a política de valorização do salário mínimo, por exemplo. “A Dilma vai manter a nossa política de valorização todos os anos do salário mínimo com aumentos acima da inflação. E, de certa forma, isso já está contemplado no Orçamento”, explicou.

Para o ministro, com Dilma na presidência da República, o Brasil vai continuar crescendo, com inflação sob controle, geração de emprego e investimentos em infraestrutura. “A continuidade significa manter os programas, a linha, mas vai sair um presidente e vai entrar outra. Com a caneta cheia para nomear quem quiser”, brincou Paulo Bernardo.

Na avaliação do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o país está pronto para seguir mudando. “Vamos deixar uma herança do bem. Um país ajustado, pronto para continuar crescendo e reduzindo a pobreza.”

Balanço - No balanço sobre a campanha eleitoral, o assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia, lamentou a mobilização de “setores do submundo da política” que evitou uma discussão politizada. Segundo ele, a campanha foi exaustiva e Dilma deve tirar uns dias de descanso.

“O resultado revela que houve mais acertos que erros. Sempre que foi necessário, ela insistiu muito no projeto nacional de desenvolvimento, nas grandes políticas que foram as do governo Lula, que devem ganhar em qualidade neste governo”, disse Marco Aurélio Garcia. “O momento agora, como se diz em linguagem futebolística, é correr para o abraço.”

Divulgação site oficial de campanha - www.dilma13.com.br

domingo, 31 de outubro de 2010

Chegou a hora!

O PMDB, que sempre ergueu as bandeiras em prol da democracia e a justiça social, tem agora, pela primeira vez na história das eleições diretas, a viabilidade de eleger o vice-presidente da República e integrar diretamente o Governo de Dilma Rousseff.

Até às 17horas de hoje, não vamos descansar para garantir a vitória.

Para o Brasil seguir mudando, contamos com você!

João Matos
Presidente estadual do PMDB

Paulo Afonso Vieira
Vice-preside estadual do PMDB

sábado, 30 de outubro de 2010

Um dia para o Brasil Seguir Mudando

Para o Brasil seguir mudando, amanhã os peemedebistas catarinenses e brasileiros terão a oportunidade de fazer valer a disciplina e a fidelidade  partidária itensificando os trabalhos, conversando com amigos e familiares e garantindo os votos para a vitória de Dilma Rousseff e Michel Temer, uma conquista de todos e para todos. Afinal, PMDB vota em PMDB! 
Peemedebista fiel vota em Dilma e Michel!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Faltam 2 dias para o futuro do Brasil!

Neste domingo temos a responsabilidade de decidir se o Brasil vai continuar mudando, com garantias de igualdade, desenvolvimento e sustentabilidade, ou se vai voltar ao passado de incertezas.

Com o governo Lula já demos início a essa mudança. A transformação social e econômica do Brasil não pode parar.

Vamos seguir em frente com Dilma Rousseff e Michel Temer!

João Matos
Presidente estadual do PMDB

Paulo Afonso Vieira
Vice-preside estadual do PMDB

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Michel Temer é recepcionado com festa pelo PMDB/SC e por lideranças de outras siglas

Mais de 500 pessoas, entre lideranças dos partidos que compõem a coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, representantes de outras siglas e militantes, lotaram o auditório do Hotel Castelmar, na manhã desta quinta-feira (28), em Florianópolis, para fortalecer a campanha de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) à Presidência da República, em encontro promovido pelo PMDB catarinense.

“Vemos que o apoio de tantos líderes de outros partidos, como PV e PPS tem a ver com a postura do governo Lula com os municípios. Ele é um presidente que não governou com interesses eleitorais. Mas, sim, para os interesses da coletividade, sem privilégios de acordo com as cores partidárias”, explicou Michel Temer, em sua quinta visita ao estado.

Durante o evento, foi lida uma carta escrita pelo presidente estadual do PMDB, deputado federal João Matos para os peemedebistas. “A fidelidade ao partido e às suas decisões sempre foi um dos princípios básicos do PMDB e construiu nossa força e unidade em mais de 4 décadas de existência. Discutimos e disputamos internamente mas, ao final, somamo-nos em prol da posição vitoriosa”, diz o documento, lido pelo jornalista Fenelon Damiani e distribuído a mais de 2 mil líderes de todo estado.

“O PMDB deu uma grande contribuição para a chapa de Dilma ao indicar o melhor quadro do partido, Michel Temer”, disse o deputado estadual Rogério Peninha Mendonça, em nome de todos os parlamentares presentes.

O Ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, falou sobre a atuação de Temer no Congresso Nacional. “Ele foi fundamental para aprovação da nova Lei da Pesca e Aquicultura e da lei que criou nosso minstério”, lembrou.

Dário Berger, anfitrião do encontro, explicou que existem muitas razões para ele votar em Dima Rousseff e Michel Temer, e que a primeira delas envolve o Governo Federal. “Com o apoio do Governo nós estamos fazendo aqui em Florianópolis o maior projeto social de Santa Catarina, que é o projeto do Maciço do Morro da Cruz, onde vivem mais de 25 mil pessoas. O segundo motivo é a coerência partidária”, afirmou.

Michel Temer encerrou os discursos reafirmando o compromisso com Santa Catarina que “terá as portas abertas em Brasília” e agradecendo as demonstrações de apoio e unidade em torno do projeto presidencial. “Agora vou a São Paulo e vou falar para os prefeitos o que eu vi aqui. É muita responsabilidade porque nós não podemos perder para Santa Catarina”, brincou.

O candidato chegou ao local do evento acompanhado do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR), em uma  variante amarela, dirigida pelo ex-governador Paulo Afonso.

Também presentes no encontro os Edison Piriquito, Rivaldo Macari e Gentil da Luz, deputados federais João Matos, Celso Maldaner; deputados estaduais Renato Hinnig e Aldo Schneider; senadora Ideli Salvati, deputada Luci Choinaki; presidente do PDT Manoel Dias, entre outros.

Assessoria de Imprensa do PMDB/SC

Temer defende, em Florianópolis, a liberdade de imprensa e religiosa

Candidato a vice-presidente disse que 92% das lideranças peemedebistas nacionais  estão com ele. Temer trabalhará para unificar todo o PMDB depois das eleições.
Santa Catarina não precisará abrir portas junto ao Palácio do Planalto no Governo Dilma-Michel porque terá acesso livre para obtenção de recursos para o desenvolvimento do Estado. As palavras do  candidato a vice-presidente Michel Temer entusiasmaram as lideranças que o acompanharam na entrevista coletiva concedida no Hotel Castelmar, no centro de Florianópolis, na manhã desta quinta-feira. “Temos também  lideranças que serão meus interlocutores e da Dilma”, destacou.

Michel Temer disse ser contra qualquer tipo de controle sobre a mídia. “Sou legalista e constitucionalista. Por isso defendo a liberdade de imprensa e a liberdade religiosa”, contou “O governo Lula nunca fechou as portas das igrejas e assim será no nosso futuro governo, caso consigamos a vitória no próximo domingo”, assinalou. “Também sou contra a formação de conselhos de mídia porque acho um exagero e a constituição federal assegura a liberdade de imprensa. A democracia é assim: quem se sentir ofendido pela mídia deve buscar o Judiciário para reparar possíveis exageros”, assinalou.

 “O mesmo acontece com as prefeituras que não sofreram discriminação no Governo Lula porque ele fez uma administração para todos”, acrescentou. “Continuaremos fazendo o mesmo”, garantiu.

Sobre o apoio do PMDB à coligação Para o Brasil seguir Mudando, Temer afirmou que cerca  de 92% das lideranças nacionais estão empenhados em colocar o partido no Palácio do Planalto. Assegurou que quando visitou Santa Catarina por quatro vezes no primeiro turno das eleições, sempre pediu votos para Luiz Henrique e Cláudio Vignatti. “O Luiz Henrique é meu amigo, mas faz parte da minoria que não seguiu a disciplina partidária nestas eleições”, admitiu. “Meu desejo é aglutinar todo o PMDB depois das eleições”, afirmou. 

Temer agradeceu o comparecimento de 600 lideranças que lotaram o auditório do Hotel Castelmar. A alegria e o entusiasmo dos presentes fizeram com que Michel Temer conclamasse a militância para a conquista dos votos dos indecisos. “O Brasil deve seguir a mesma trilha, o mesmo caminho e a nossa grande aliança é o melhor para a sociedade brasileira”, concluiu.

Fernando Isoppo

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Michel Temer mobiliza aliados catarinenses

O candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, Michel Temer, participa de encontro com lideranças políticas de Santa Catarina nesta quinta-feira (28). Organizado pelo presidente estadual do PMDB, deputado federal João Matos, o evento vai reunir aliados de Dilma de todas as regiões do estado no hotel Castelmar, no Centro de Florianópolis.

Esta será a quinta viagem do candidato ao estado nesta campanha eleitoral. “Já estou me tornando um catarinense”, brinca Temer. O encontro suprapartidário vai mobilizar a campanha de Dilma no estado. A expectativa dos aliados é de que Dilma obtenha a maioria dos votos no estado.

Com presença de diversos peemedebistas, o encontro vai provar a fidelidade da maioria dos filiados ao partido no estado. “Vamos mostrar que a maioria do PMDB está com Dilma e Temer”, diz o deputado João Mattos, que afirma que a presença de Temer no evento vai fortalecer a campanha na reta final.

Otimista, Matos acredita no sucesso de Dilma nas urnas catarinenses no próximo domingo: “No primeiro turno, o Serra venceu em SC por 7% dos votos. A oposição está dizendo que vai conseguir uma vitória esmagadora agora. Não acredito nisso. Dilma deve ter uma votação boa aqui, diminuindo a diferença do primeiro turno”, afirma.

Imprensa -  Michel Temer concederá entrevista coletiva à imprensa, às 9h30min, no Hotel Castelmar, em Florianópolis.

Assessoria de Imprensa do PMDB/SC

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dilma abre 11 pontos sobre Serra no Vox Populi e caminha para a vitória no domingo

Faltando cinco dias para a realização do segundo turno para as eleições presidenciais, a candidata Dilma Rousseff continua firme para se tornar a primeira presidenta do Brasil. Segundo Pesquisa Vox Populi encomendada pelo portal iG e divulgada nesta segunda-feira (25) mostra a candidata da coligação Para o Brasil seguir mudando com 49% das intenções de voto. O tucano José Serra aparece com 38%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos chegam a 7%.

Considerando apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% dos votos, contra 43% de Serra. De acordo com a pesquisa, 88% dos eleitores afirmam que já têm certeza da decisão tomada. De hoje até domingo serão divulgadas outras pesquisas como a do Datafolha, nesta terça; CNT Sensus (quarta), Ibope (quinta), Datafolha (sexta) e Ibope e Datafolha (no dia das eleições).

Os números satisfizeram o presidente do PMDB de Santa Catarina, deputado João Matos e o ex-governador Paulo Afonso Vieira. “Conclamo os peemedebistas para virarmos a eleição no Estado”, diz. “PMDB vota em PMDB e o nosso candidato a vice, Michel Temer é o presidente nacional do Partido”, destaca Paulo Afonso. “Temer já demonstrou seu amor por Santa Catarina e voltará pela quinta vez ao Estado nesta quinta-feira”, anunciou João Matos. “Vamos manter a disciplina partidária e confiar naquele que será o principal representante dos catarinenses no Palácio do Planalto”, acrescenta Matos.

A maior vantagem de Dilma pode ser vista na região Nordeste, onde a candidata do PT lidera com a preferência de 64% do eleitorado, ante 27% que optam por Serra. O tucano tem sua maior dianteira na região Sul, com 47% contra 39% da ex-ministra da Casa Civil.

Em meio a uma disputa recheada de temas religiosos, Dilma lidera entre os eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%), além de superar Serra entre o eleitorado que não tem religião (46% a 38%).

O instituto ouviu 3 mil pessoas em 214 municípios entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 37059/10.

Por Fernando Isoppo - Assessoria do Presidente Estadual do PMDB/SC

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lideranças do PMDB são esperadas em encontro suprapartidário pró-Dilma/Michel

Prefeitos, deputados e outras lideranças do PMDB catarinense estão sendo convidados pelo presidente estadual da sigla, deputado federal João Matos, a participar de um encontro suprapartidário de apoio a Dilma Rousseff e Michel Temer, nesta segunda-feira (25), às 19h30 minutos, no Hotel Golden, em São José.

O encontro também contará com a participação dos ministros da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e do Planejamento; além de lideranças dos partidos que compõem a coligação “Para o Brasil seguir mudando”.

Assessoria de Imprensa do PMDB/SC

domingo, 24 de outubro de 2010

Para o Brasil seguir mudando com o PMDB – Adoção – Parte VII

No dia das crianças, a candidata da coligação Para o Brasil seguir mudando à presidência, Dilma Rousseff anunciou, em Brasília, que promoverá projeto de parceria entre governo e sociedade civil para estimular a adoção de crianças. Dilma lembrou que, em idades avançadas, como seis e sete anos, o potencial de crianças órfãs serem adotadas no país cai e muito e, quando isso ocorre, elas costumeiramente são adotadas por estrangeiros. “Fico feliz com a sensibilidade da nossa candidata a presidente em se colocar à disposição para continuarmos aperfeiçoando a legislação da Lei Nacional de Adoção Cléber Matos”, comemora o autor do Projeto de Lei 1.756, de 2003, que serviu de base para a Lei 12.010, de 2009, deputado catarinense João Matos.
Em 12 de outubro, Dilma visitou, em Brasília, o orfanato Lar da Criança Casa de Ismael. “Queremos também acelerar o processo de adoção”, disse a candidata na ocasião.
Em 12 de outubro, a candidata Dilma Rousseff, prometeu, caso seja eleita, implementar políticas de valorização das crianças. A proposta, divulgado durante um encontro com crianças e mulheres na capital do país, prevê a criação de 6 mil creches por todo o Brasil, além de campanhas de adoção.
“Um país se mede pelo que ele faz pela criança, pela capacidade do país de proteger, apoiar e incentivar as crianças e, sobretudo, dar oportunidade para que elas se transformem em adultos plenamente realizados. Por isso, quero enfatizar a minha proposta de 6 mil creches”, ressaltou. “Assegurar as creches é garantir que você está atacando na raiz a desigualdade”, completou.
Sobre a questão da adoção de crianças no Brasil, Dilma destacou que as crianças com mais de 7 anos são adotadas, na maioria, por europeus, americanos e japoneses. “Nós temos de fazer uma campanha mobilizando toda a sociedade para que o nosso país adote as crianças que hoje estão sem abrigo. Um país tem de ter a generosidade de adotar as crianças abandonadas, que não têm uma família”.
Segundo ela, essa campanha de adoção será feita de forma sistemática por todas as cidades do país. Dilma informou que fez uma proposta no dia 11 de outubro na cidade de Aparecida, em São Paulo, para que a próxima Campanha da Fraternidade use a adoção como um dos temas. Ela informou que o governo pode assegurar que as varas que cuidam dos processos de adoção tenham mais juízes, mais funcionários para acelerar o trâmite. “Um processo que pode levar de três a seis meses, no Brasil, pode chegar e levar um ano a um ano e meio”. “Não é possível que crianças fiquem durante anos num abrigo sem ter a oportunidade de ser acolhido pelos pais do coração”, sintetiza João Matos.
Foto: A candidata da coligação Para o Brasil seguir mudando sugeriu à CNBB, em Aparecida (SP), para que a próxima Campanha da Fraternidade use a adoção como um dos temas

Por Fernando Isoppo- Site Dilma Presidente

sábado, 23 de outubro de 2010

Para o Brasil seguir mudando com o PMDB – Adoção – Parte VI

O 3 de agosto de 2009 foi um dia especial para crianças e adolescentes que estão na fila de espera para conseguir uma família substituta. E para os pais que aguardam com ansiedade para terem seus filhos do coração. “A data é um marco para a Adoção no Brasil porque aconteceu a sanção presidencial da Lei 12.010”, sintetiza o deputado João Matos, principal parlamentar da Lei Nacional de Adoção Cléber Matos.
Em seu pronunciamento, o presidente Lula afirmou que “ mais do que uma Lei de Adoção, tenho a felicidade de sancionar hoje uma legislação que garante a crianças e adolescentes o direito a uma convivência familiar e comunitária”.
Ressaltou que estava assinando uma legislação que inova ao ampliar o conceito de família extensa, formada por parentes próximos, com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. Que mantém unidos os irmãos, ao reconhecer que eles já constituem um grupo familiar e que, por isso, devem ser adotados em conjunto. “Que, entre outros avanços, garante atenção jurídica a gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para a adoção, evitando o abandono de crianças em espaços públicos logo após o nascimento”, disse.
“Uma legislação criada para evitar a burocracia excessiva, que hoje dificulta o final feliz para crianças e adolescentes que necessitam de uma nova família, e adultos que travam uma luta, muitas vezes inglória, para adotá-los”, acrescentou.
Destacou que o Brasil é reconhecido como um dos países mais avançados neste tema, motivo pelo qual lidera, desde 2006, o debate de um novo documento internacional das Nações Unidas sobre crianças e adolescentes privados de cuidados dos seus familiares.
“Esse documento foi aprovado este ano, no âmbito do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, e deverá ir à votação já no ano de 2010, na Assembléia-Geral das Nações Unidas”, anunciou.
O presidente Lula fez uma menção ao filho adotivo do deputado João Matos. “Não poderia encerrar sem fazer uma homenagem a um pequeno brasileiro chamado Cleber Matos. Cleber veio ao mundo negro e pobre, e foi acolhido pelo deputado João Matos. Infelizmente, Cleber não pôde ver o que está acontecendo aqui hoje, porque faleceu precocemente em 2001, aos 15 anos de idade”, contou. “Esse exemplo de solidariedade, assim como o de tantos outros brasileiros e brasileiras serviu de inspiração para a Lei que sancionamos no dia de hoje”, prosseguiu. “Não é todo dia que um presidente da República tem a felicidade de sancionar uma lei que nasceu do sentimento mais nobre que existe: o amor entre os seres humanos. Esse é mais um passo para o resgate da cidadania infantojuvenil do Brasil”, completou.

Leia a íntegra do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Por Fernando Isoppo

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Para o Brasil seguir mudando com o PMDB – Adoção – Parte V

Avanços e aspectos polêmicos da Lei Nacional de Adoção
 O deputado João Matos conta que na realidade brasileira em que hoje vivemos, não há como ignorar os avanços e as conquistas assegurados pelo disposto na Lei nº 12.010-09, entre os quais se relacionam: a obrigatoriedade da assistência psicológica às gestantes e às mães nos períodos pré e pós-natal, incluídas as que manifestem o desejo de entregar os filhos para adoção; a regulamentação de toda a convivência familiar, e não apenas da adoção; a definição legal do conceito de família extensa; a prioridade para que grupos de irmãos sejam adotados por uma mesma família; e o direito de o adotado conhecer sua origem biológica.
A esses pontos positivos, acrescentem-se, ainda: a garantia de proteção especial a crianças indígenas ou oriundas de comunidades quilombolas; a instituição dos cadastros nacional e estaduais de adotantes e de crianças e adolescentes em condições de ser adotados; a adequação da lei brasileira às regras da Convenção de Haia sobre adoção internacional, considerada, também, a hipótese de ser o Brasil o país de acolhimento.
Reconheçam-se, por questão de justiça, os aspectos polêmicos ou mesmo negativos da Lei Cléber Matos, a saber, entre outros: a opção por promover as mudanças relativas à adoção no âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente, em vez de realizá-las por intermédio de uma lei específica; a inexistências de regras procedimentais próprias para cada hipótese de adoção; o excessivo rigor para com adoções fora do Cadastro, o que estimula atos ilegais; a fixação da ordem cronológica como regra geral de preferência para os que desejam adotar um filho, quando nada assegura que um candidato anterior se mostre mais preparado para fazê-lo do que um recentemente inscrito.
“São lacunas e deslizes que se corrigirão com o tempo, no incessante trabalho com que, nesta Casa, procuramos aperfeiçoar a Lei em nome dos direitos do cidadão e da justiça social”, entende. “Assim ocorrerá, certamente, quanto ao salário relativo à licença–maternidade que se estendeu às trabalhadoras que adotam filhos, e ao direito de adoção que se pleiteia para casais do mesmo sexo”, prossegue.
Construtores de um Brasil Melhor - o esforço é árduo e contínuo, para que seja a adoção uma conquista legal, um fruto do direito, mas, principalmente, uma expressão da justiça, na luta que nos faz construtores de um Brasil melhor, onde afinal prevaleçam a dignidade humana, a justiça social e a cidadania plena. “Lembremo-nos de que a nós, pais, compete criar os filhos, biológicos e adotivos, não como se fôssemos donos deles, mas como homens e mulheres que os educam mais pelo exemplo do que pelo discurso, mais pelo diálogo do que pelo poder, mais pela compreensão do que pelo castigo, mais pelo amor do que pela força”, conclui.

Conheças os aspectos positivos e negativos da Lei n 12.010/2009

Por Fernando Isoppo

Para o Brasil seguir mudando com o PMDB – Adoção – Parte IV

O alcance social da Lei Nacional de Adoção Cléber Matos

O João Matos ressalta que a par da relevância jurídica e do aspecto político, a adoção sempre interessou pelo conteúdo humano, pelo alcance social, pelos sentimentos, pelas emoções, pelos princípios morais e pelos valores éticos que a condicionam. É procedimento que diz respeito a pessoas, a famílias, a crianças; é ato que repercute não só no presente dos pais e no cotidiano do lar, mas também no futuro daqueles que serão assumidos e legitimados como filhos, com influências na condição física, psicológica e emocional dos meninos e meninas que passam por tão marcante experiência.

Quanto aos adultos, Matos destaca que, em primeiro lugar, reconheça-se que não basta querer adotar: é preciso ter, realmente, condições de fazê-lo, com relação, sobretudo, à maturidade psicológica e ao equilíbrio emocional que se esperam de quem se dispõe a assumir os trabalhosos deveres de pai ou de mãe. Episódios recentes e muito chocantes, envolvendo pessoas esclarecidas, fortalecem o exigido pela Lei, para que se consume a adoção.

“Satisfeitas àquelas necessidades, há que compreender a diferença nítida entre gerar um filho e adotar uma criança como tal”, diz . O parlamentar peemedebista lembra o psicólogo, psicoterapeuta e professor Luiz Schettini Filho: “Procriar é uma condição dada pela natureza; criar é uma responsabilidade no âmbito da ética entre os homens. É nessa relação que identificamos um dos momentos cruciantes da estabilidade humana: o desnível entre criar e procriar. Procriar é um momento; criar é um processo. Procriar é fisiológico; criar é afetivo. A adoção do filho se insere exatamente aí: na atitude e nos atos de criação no sentido físico e afetivo.”

Continua citando o professor Schettini: “O filho, que era sonho – e, por ser sonho, tinha a condição fundamental de ser realidade – afirma-se como filho não pelo processo biológico e fisiológico do nascimento, mas pela adoção afetiva dos pais que incondicionalmente o amam.” Palavras que nos tocam fundo, pela sabedoria que as engrandece.

“Assim, a adoção representa, antes de mais nada, uma doação – o que vai além do jogo de palavras para traduzir o que esse edificante ato deve ser: um gesto de grandeza humana, de consciência social e de amor ao próximo”, assinala.

Segundo João Matos, ao criar um menino ou uma menina como se os tivessem gerado, espera-se das pessoas que não apenas satisfaçam o desejo da maternidade ou da paternidade, mas que busquem, também, efetivar o direito daquelas crianças à dignidade, ao respeito, à justiça, à saúde, à educação, à realização profissional e à felicidade pessoal – direitos que, de resto, se estendem a todos os seres humanos. “Fruto dessa conscientização é o interesse cada vez maior por adotar um filho”, acredita.

Cadastro Nacional - em um ano de existência, o Cadastro Nacional de Adoção, que estava no bojo do PL 1756-2003 e que foi encampada pelo Conselho Nacional de Justiça, já conta com 27 mil famílias cadastradas e quase cinco mil crianças e adolescentes à espera de quem lhes dê um lar. São Paulo é o estado em que mais famílias se inscreveram: 7.369, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 4.295 famílias pretendentes, e pelo Paraná, com 3.768 inscrições. “Anima-nos observar um substancioso decréscimo quanto ao número de adoções ilegais, que há quinze anos chegavam a 90% do total e, hoje, não passam dos 48%”, comemora. “Muito dessa redução se credita, certamente, à Lei nº 12.010, que assegura a adotantes e adotados, com precisão e objetividade, o cumprimento de direitos e deveres”.

Notam-se, igualmente, mudanças de relevo em alguns índices relacionados a quem participa do processo: 23% das adoções legais são inter-raciais; 14% das crianças adotadas têm mais de dois anos; e 45% dos casais que adotam têm filhos biológicos. Considerem-se outros dados importantes: 69% dos adotados o foram quando recém-nascidos; 64% são brancos; 60% são meninas; e 69% sempre souberam que são filhos adotivos.

Por Fernando Isoppo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Para o Brasil seguir mudando com o PMDB – Adoção – Parte III

A trajetória da tramitação da Lei Nacional de Adoção
João Matos ocupou a tribuna do Plenário da Câmara, em maio, para fazer uma análise desta trajetória que resultou na Lei 12.010-09. Segundo ele, a idéia de se fazer uma Lei Nacional de Adoção foi antecedida por outra proposta de sua iniciativa que também virou Lei:  a de número 10.447, de 2002,  segundo a qual o dia 25 de maio passou a ser comemorado, anualmente, como o Dia Nacional de Adoção. “Vinte e cinco de maio, data em que, no ano de 1996, realizou-se em Rio Claro (SP), o primeiro encontro de grupos de apoio à adoção no País”, afirma. “Organizava-se, aí, o esforço que me permitiu apresentar, em 2003, o Projeto de Lei nº 1.756, cujos 72 artigos propunham uma visão inovadora do longo e intricado processo por que passam as famílias que resolvem adotar uma criança”, acrescenta. “Minhas maiores preocupações eram com a burocracia que imperava no andamento dos processos de adoção e do longo tempo que as crianças passavam nos abrigos”, resume.

Da Comissão Especial à Sanção Presidencial - Constituída pelo então Presidente da Câmara, Deputado João Paulo Cunha, uma Comissão Especial foi formada por integrantes de cada partido com assento na Câmara dos Deputados para discutir a matéria. Durante dois anos promoveram-se audiências públicas em Brasília e nas principais cidades brasileiras. “À Presidente da Comissão Especial, Deputada Maria do Rosário (PT-RS), e à Relatora, Deputada Teté Bezerra (PMDB-MT), devemos a sensibilidade e o interesse com que contribuíram para o aperfeiçoamento do projeto, unanimemente aprovado pelos membros da Comissão”, reconhece.
Em 25 de agosto de 2008, aconteceu a aprovação do Projeto de Lei no Plenário da Câmara dos Deputados, quando o Presidente Arlindo Chinaglia surpreendeu ao propor ao mesmo o nome de Cléber Matos, filho adotivo de João Matos que precocemente falecera de câncer. “Separação pela qual choro até hoje, e que me doerá até o fim de meus dias”, diz. 
No Senado Federal, sob a relatoria do Senador Aloizio Mercadante, a matéria foi igualmente aprovada e, ao término de seis anos de tramitação no Congresso Nacional, subiu à sanção do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a transformou na Lei nº 12.010, em 3 de agosto de 2009. “Foi, para mim, o fruto de uma longa e penosa batalha, que vejo como - João recompensa de toda a minha trajetória política, em  trinta anos de ação parlamentar”, assinala. “A conversão do meu projeto em lei não representou, no entanto, vitória exclusivamente minha, mas de todos que o apoiaram, em nome da família e da sociedade brasileira; nem significou, então, o fim de uma luta, mas a continuação de um trabalho, a nova etapa de um processo”, prossegue. 

Homenagem – João Matos sempre presta homenagem aos componentes da Comissão que o auxiliou na elaboração do ante-projeto de lei. “Refiro-me a doutora Sônia Maria Mazetto Moroso, então juíza da vara da família e anexos, da Comarca de Balneário Camboriu, o hoje desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, à época juiz da segunda Vara da Infância e da Juventude de Recife, doutor Luiz Carlos de Barros Figueiredo; do Desembargador Samuel Alves de Melo Júnior, do Tribunal de Justiça de São Paulo; do psicólogo Fernando Freire, estudioso  da área; do jornalista Fernando Isoppo, meu secretário parlamentar; da diretora executiva do CeCif-SP, Gabriela Schreiner; da psicóloga e pesquisadora da área, Lídia Dobrianski Weber, responsável por diversas publicações; do então presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Paulo Sérgio Pereira dos Santos e da senhora Jandimar Guimarães, vinculada ao projeto Aconchego, de Brasília, servidora desta Casa, que muito contribuiu”, conclui.

Por Fernando Isoppo

Para o Brasil seguir mudando com o PMDB – Adoção – Parte II

A longa tramitação de um projeto de lei

A tramitação de um projeto de lei para transformá-la em Lei leva anos porque requer negociações, sobretudo quando a matéria é complexa. No caso da Lei Nacional de Adoção este período foi de seis, desde a sua apresentação, em 2003,  até a sua sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em agosto do ano passado. “Isso se deve também à realização de audiências públicas, da discussão do tema, e da capacidade do autor e relator de buscar uma convergência para aprová-la”, assinala o deputado João Matos. “Nós tivemos bons articuladores que nos deram o suporte necessário para aprovar a Lei Nacional de Adoção Cléber Matos”, admite Matos.

Muitas vezes, projetos ficam “travados” tamanha a divergência entre as partes.  O Projeto de Lei Complementar 47,  de 1991, que dispõe sobre o Sistema Financeiro Nacional, por exemplo, que regulamenta o artigo 192, até hoje não foi apreciado pelo Plenário. O Projeto de Código Civil deu entrada em 1975 e só foi aprovado em 2001. Sua vigência aconteceu no ano seguinte. “Foram 27 anos de tramitação”, ressalta João Matos. A Lei de Imprensa deu entrada em 1991, aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação em 1997 e até hoje está parado no Plenário. Quanto ao Projeto de Lei do Divórcio, o então senador carioca Nélson Carneiro apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) várias vezes e era rejeitada pela Mesa. Depois de 25 anos de persistência, ele foi aprovado em 1979. “Como se vê, a Lei Cléber Matos teve uma tramitação rápida, se comparadas a outros temas”, completa.

Por Fernando Isoppo
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